
Existe uma pressão silenciosa que todo dev indie sente, mesmo que nunca fale sobre ela em voz alta.
A pressão de que o primeiro jogo precisa provar alguma coisa.
Provar que você é bom.
Provar que valeu a pena estudar.
Provar que não perdeu tempo.
Provar que você “tem futuro” no mercado.
E, se possível, provar tudo isso de uma vez só.
Eu já vi essa pressão quebrar mais projetos do que falta de direcionamento ou falta de marketing.
E o mais curioso?
Ela quase nunca vem de fora.
Ela vem de dentro.
O primeiro jogo vira um espelho

Quando você começa seu primeiro jogo, ele raramente é só um jogo.
Ele vira um espelho.
Cada mecânica parece dizer algo sobre você.
Cada bug soa como falta de preparo.
Cada wishlist vira uma pequena validação pessoal.
O jogo deixa de ser apenas um projeto e passa a carregar expectativas que não deveriam estar ali.
Se vende bem, você sente que “acertou”.
Se vende mal, vem a sensação de que talvez você não seja bom o suficiente.
Esse tipo de cobrança é silenciosa, mas pesada.
E, pior: não é verdadeira.
